Estava me sentindo tão feliz, uma liberdade tão grande e um prazer infinito, adorava minha casinha, minhas coisinhas, me amava cada vez mais, uma profissão que sempre desejei uma vida inteira, ser médica, sentia que Portugal me pertencia por completo, ficava da varandinha vendo gente que passava, tudo era tão lindo, me beliscava para ver se era real, o sofrimento ensina tantas coisas, coisas que nunca imaginei que existisse, a maldade humana não está só no ser humano, pode estar na tua própria família, Fugi e me encontrei, quero voltar a ser feliz, a viver intensamente, me dedicar a minha profissão, aos bons amigos, esquecer do passado completamente, sei que sou uma pessoa boa, tenho bons sentimentos, bons princípios, romântica, sensível, todos esses sentimentos eu ponho no violão como melodia fascinante de um novo amanhecer. Voltei a sair com o meu admirador, ele tão lindo, tão educado, tão sedutor, um homem muito especial, foi o único homem que me respeitou em toda a minha vida, isso estava fazendo me apaixonar por aquele homem, galante, sorridente, que delicia, como gostava de sair com ele, conversávamos de tudo menos de nós mesmo, para que tirar roupa suja e lembrar de tristezas e dor? Não queria também saber da vida dele, sejamos autênticos nesses momentos tão cósmico, a felicidade não está em saber e sim em conhecer a beleza da vida, da natureza, de uma boa companhia, quem sabe de um grande amor que se aproxima? cada vez que saiamos, ele parava entusiasmado, ficava me olhando, dizia " muito bela", me sentia lisongiada, protegida, era tão bom esse turbilhão de sentimentos que estava cada dia mais perto, se achegando num arrepio que percorria todo o meu corpo, só o seu olhar me dava vontade de me lançar nos seus braços, como me controlava, e assim ... Vida que segue
Guiomar Villalba
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